quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Frase

"Confia no Deus eterno de todo o seu coração e não se apóie na sua própria inteligência. Lembre-se de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo."

Só Por Hoje Dando a volta por cima

Pensamentos sobre o passado - ou sobre o futuro - podem destruir-nos a esperança de que precisamos para recuperar. Fantasiar sobre a maravilha que a vida foi - ou poderá vir a ser - pode impedir-nos de pôr em prática coisas no mundo real. É por isso que falamos sobre viver e estar o "só por hoje". Sabemos que podemos mudar. Viemos a acreditar que o nosso Poder Superior pode voltar a pôr as nossas mentes e os nossos corações no lugar. Podemos lidar com a destruição do nosso passado através dos passos. Ao mantermos a nossa recuperação, "só por hoje", evitamos criar problemas no futuro.
A vida em recuperação não é nenhuma fantasia. Sonhar de como foi bom usar, ou de como poderemos sair-nos bem a usar no futuro, ilusões de como tudo poderia ser ótimo, ou ainda expectativas exageradas que nos levam à desilusão e à recaída, acabam por perder todo o seu poder através do programa. Procuramos a vontade de Deus, e não a nossa. Procuramos servir os outros, e não nós mesmos. O nosso egocentrismo desaparece, assim como a importância que damos às ilusões de que tudo foi ótimo e poderá vir a ser. À luz da recuperação apercebemo-nos da diferença entre a fantasia e a realidade.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Rock da Vovó

Nas viagens que eu fazia, nunca me preocupei
Com o tempo, com o clima
Muito menos com você
Eu queria fugir daqui, eu não tava nem aí
Com a vida, com a morte
Triste sorte que eu quis pra mim
Bastava só uma dose pra eu viajar
Eu dancei

A minha avó que me dizia: "filho, não vá se arriscar
Nesse mundo tem viagens que não dá pra voltar!"
Foi ela mesmo que me disse pra eu te procurar
Pois você tinha uma passagem guardada, pra eu retornar

Pra deixar a seringa
Busquei de coração
você me libertou

Eu deixei aquela droga de vida
Você me tirou daquela vida de droga
Achei a paz que eu queria
Foi Você quem deu

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Minha Guerrilha Particular

Parece fácil acreditar que o importante é ter vontade de lutar, pra vencer no final
Eu até pensei em desistir
Eu nunca achei que eu poderia conseguir derrotar quem me fez mal
Parece fácil... se a estratégia possível é ir me defendendo
Está dando certo
Eu estou sobrevivendo
Eu sou um herói numa guerrilha particular
O que não me destrói é o que me faz continuar
Quanto mais se tem opções mais me vêm com proibições é impressionante
Só me dão idéia errada levantar bandeira de geração pra quê se eu acho que esse papo de geração é coisa da geração passada
Basta existir pra que tenha alguém me julgando
Querem mandar em mim
E eu não estou colaborando
Eu sou um herói...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O inesperado!

Você segurou uma onda braba,
ninguém nem se deu conta disso e pensou:
tem que fazer algum sentido, deve haver um por quê pra tudo isso acontecer.
E assim, com todas as cobranças, de verdade perdeu a esperança.
De que lado todo mundo vai estar quando você mais precisar?
E tudo muda da maneira mais absurda.
O improvável, o inesperado uma rapidez que não se tem noção,
O improvável, o inesperado pra você ver como as coisas são
Seu estilo sempre foi tudo acontecer da forma mais emocionante,
tudo a flor da pele, correndo o risco, fica de lado o prevísivel e o calculado.
O improvável, o inesperado uma rapidez que não se tem noção.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

textos

Resumo

O que significa pensar a anormalidade nos tempos atuais; tempos estes denominados, por alguns autores, de pós-modernos? Tempos de uma condição pós- moderna, condição esta tida como efêmera, tempo no qual se perde a noção de evolução – noção típica da modernidade. Nesta forma de pensar o mundo, será fácil definir padrões e regras do que é ser normal em contrapartida com o que é ser anormal? Na contemporaneidade, é complexo pensarmos sobre a anormalidade, pois,anormalidade deve estar relacionada a algo muito mais complexo e dinâmico do que simplesmente a dualidade normalidade x anormalidade. Existem muitas nuances entre esta questão binária, várias interpelações: históricas, políticas, econômicas, sociais e principalmente culturais. Acredito que o exercício de pensarmos sobre as diferenças, os diferentes e propriamente os referenciados como anormais, possibilitará questionarmos muitas verdades estabelecidas e tidas como norma,como padrão de normalidade. Esta reflexão permitirá a problematização de muitas questões, ou mesmo realizar outras perguntas, de suma importância para a elaboração de um novo olhar sobre a realidade, um olhar mais arejado, menos comprometido com tabus, preconceitos e verdades préestabelecidas.

LINK : http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Correa.pdf

Resumo
O presente artigo discute o racismo como efeitos de olhar em um duplo sentido: no que de especular reconhecemos do Outro e, conseqüentemente, os afetos ambivalentes que reeditam em nós; e naquilo que fazem traduzir em termos das práticas de disciplinamento a que estamos sujeitos historicamente.
Portanto, a tese defendida é que as práticas de normalização a que submetemos os anormais se mantêm, e são reproduzíveis, porque põem em ação um conjunto de
mecanismos psíquicos em nós que se conformam com elas.

LINK: http://www.perspectiva.ufsc.br/pontodevista_05/02_souza.pdf

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Lealdade vs. Fidelidade

A meu ver, há uma diferença muito grande entre Lealdade e Fidelidade. Tão grande, mas tão grande, que uma nada tem a ver com a outra. O mais infiel dos seres pode ser o mais leal (geralmente, é), enquanto que o mais fiel pode ser o mais desleal (geralmente, também é).

A fidelidade prende-se com o respeito pelos compromissos que se assumem perante uma pessoa, enquanto a lealdade tem a ver com o respeito devido à própria pessoa, isto é, ao seu âmago enquanto indivíduo, algo de tão precioso e tão delicado a que chamamos frequentemente dignidade do ser humano. Além disso, a fidelidade existe somente no contexto amoroso e no contexto dos negócios (de certeza que já ouviram falar dos contratos de fidelização das operadoras telefónicas…), enquanto a lealdade existe em relação a todas as pessoas, principalmente àquelas com quem estabelecemos relações de proximidade (profissionais, amorosas, de amizade, etc.). Simplificando (muito) a coisa, eu diria que a infidelidade fere o orgulho, enquanto a deslealdade fere a dignidade.

A infidelidade põe fim ao compromisso, mas não impede que nasçam outros, novos. Depois da infidelidade podem surgir novos compromissos, assumidos perante as mesmas ou perante outras pessoas, basta que a isso ambas estejam dispostas. Contudo, a deslealdade não pode dar lugar a outras pessoas, a novas pessoas, porque as pessoas não se “fabricam”, não se criam por acordo.

Assim, para mim, a lealdade é muito mais importante do que a fidelidade, porque as pessoas têm muitíssimo mais importância do que os compromissos. Os compromissos começam e acabam, renovam-se, são substituídos, voltam a começar e a acabar. Mas as pessoas que passam pela nossa vida, essas, deixam marcas eternas, indeléveis e, em certa medida, diria até que nos constroem.

O dever de fidelidade cessa quando cessam os compromissos; o dever de lealdade para com o nosso semelhante não cessa depois dos compromissos, não cessa sequer depois da morte, porque depois da morte há ainda um nome e uma memória a respeitar, à qual devemos um comportamento leal. É por isso, julgo, que a infidelidade se perdoa, se esquece, tem importância diminuta e não faz de ninguém um ser menor, mas tão somente humano (desenganem-se os que ainda pensam que há pessoas 100% fiéis, pois tal coisa não existe, a não ser que se defenda que a infidelidade é somente física). E é também por isso que a deslealdade é vergonhosa, inesquecível, inapagável e imperdoável.

A infidelidade é algo que devemos evitar a todo o custo, é algo de que não devemos orgulhar-nos e que é, do ponto de vista das relações humanas honestas, incorrecto. Mas a deslealdade, caro leitor, a deslealdade é uma filhadaputice inqualificável.

frase de Ayrton Senna

Dinheiro é um negócio curioso. Quem não tem está loco para ter; quem tem está cheio de problemas por causa dele.

Ayrton Senna

Multiplos

Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sem título

Não há morte sem vida, nem vida sem morte.
Mas há também uma morte em vida... e a morte em vida, é exatamente a vida, proibida de ser vivida.
A tua, há muito que deixou de ter sentido. A loucura tomou a tua alma e apoderou-se de ti como um troféu, que ostenta orgulhosa, deixando-te apenas o corpo, que, cambaleante, se arrasta pelos dias, à mercê de um destino sombrio e degradante, onde mergulhaste aos poucos sem te aperceber.
A tua alienação atingiu o ponto máximo, levando-te a cometer um erro fatal!
Não querias, bem sei, mas teve de ser... amarraram-te e levaram-te à força num internamento compulsivo, na ala da psiquiatria.
Mas o que me choca, nem é isso, porque estás doente e tens de te tratar. O que me choca mesmo, é ninguém te ter procurado desde aquele dia. Lembro-me de me teres dito um dia, que tinhas um irmão ou irmã, não estou bem certo. A tua mãe, e também um filho do qual me chegaste a mostrar a fotografia que trazias na tua carteira, era lindo!
Era o mesmo que a mãe conseguiu roubar de ti e pelo qual lutavas no tribunal, apesar de já se terem passado largos anos e de ele, entretanto ter crescido...
Agora pergunto eu:
Não terão saudades?
Não terão dado pela tua falta?
Estás mergulhado na loucura e na solidão profunda e isso... é muito, muito triste!
A distância permite-nos a saudade... mas nunca o esquecimento...
E esqueceram-se de ti!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Let Me Fall"

"Let Me Fall"

Let me fall
Let me climb
There's a moment when fear
And dreams must collide

Someone I am
Is waiting for courage
The one I want
The one I will become
Will catch me

So let me fall
If I must fall
I won't heed your warnings
I won't hear them

Let me fall
If I fall
Though the phoenix may
Or may not rise

I will dance so freely
Holding on to no one
You can hold me only
If you too will fall
Away from all these
Useless fears and chains

Someone I am
Is waiting for my courage
The one I want
The one I will become
Will catch me

So let me fall
If I must fall
I won't heed your warnings
I won't hear

Let me fall
If I fall
There's no reason
To miss this one chance
This perfect moment
Just let me fall